Nesta terça dia 25 de Novembro, no auditório da Otics Sepetiba a dentista Elaine Fernandes abordou sobre o câncer de boca para os profissionais da própria unidade, este que é um tipo de tumor maligno que se desenvolve nos lábios, língua, gengivas, céu da boca, bochechas ou região da garganta. Apesar de muitas vezes ser associado apenas a fatores como cigarro e álcool, ele envolve um conjunto mais amplo de riscos e exige atenção constante da população e dos serviços de saúde.
O principal perigo do câncer de boca é que, quando descoberto tardiamente, ele tende a ser agressivo, podendo comprometer fala, mastigação, estética facial e qualidade de vida. A mortalidade também aumenta significativamente nos casos avançados.
Entre os principais fatores de risco estão:
Tabagismo e consumo de álcool: a combinação dos dois potencializa os danos às células da boca.
Exposição solar excessiva: especialmente para quem trabalha ao ar livre, aumentando o risco de câncer de lábio.
Infecção pelo HPV, principalmente através do sexo oral sem proteção.
Má higiene bucal, feridas crônicas e próteses mal adaptadas.
Alimentação pobre em vitaminas e antioxidantes.
Uma suposição comum é de que apenas idosos correm risco, mas casos em jovens têm crescido, principalmente por causa do HPV — um ponto que reforça a importância da prevenção para todas as idades. Os sintomas costumam ser silenciosos no início, o que torna o diagnóstico precoce um desafio. Devem gerar atenção:
Feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias
Manchas brancas ou vermelhas na boca
Caroços, inchaços ou sangramentos
Dor ou dificuldade para engolir
Rouquidão persistente
Muitas pessoas acreditam que “se não dói, não é grave”, mas isso é um equívoco perigoso: o câncer de boca frequentemente começa sem dor.
O tratamento depende do estágio da doença, podendo incluir:
Cirurgia para remover o tumor, que é mais eficaz quando o diagnóstico é precoce.
Radioterapia, utilizada isoladamente ou após cirurgia.
Quimioterapia, geralmente em casos mais avançados ou combinada com outros métodos.
Terapias-alvo e imunoterapia, que têm crescido como alternativas modernas em casos específicos.Cada tratamento tem efeitos colaterais — como dificuldades para falar, comer ou alterações estéticas — e exige acompanhamento multiprofissional, incluindo fonoaudiólogos, dentistas, nutricionistas e fisioterapeutas.
A melhor estratégia continua sendo a prevenção e o diagnóstico precoce. Entre os cuidados recomendados estão:
Evitar cigarro e reduzir o consumo de álcool. Usar protetor labial com filtro solar. Manter boa higiene bucal e visitar regularmente o dentista, que é o profissional mais capacitado para identificar lesões suspeitas. Adotar alimentação rica em frutas e vegetais. Vacinar-se contra o HPV e usar proteção durante o sexo oral.
Além disso, autoexaminar a boca diante do espelho, observando lábios, língua e gengivas, é um hábito simples que pode salvar vidas.
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Fotos: Yago Reis
Otics Sepetiba



















