Último encontro do Projeto “Nós na Rede”

 

No dia 6 de Fevereiro de 2026, o auditório da OTICS-Rio Sepetiba o último encontro do Projeto “Nós na Rede” no território, iniciativa promovida pelo Ministério da Saúde, em cooperação técnica com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Brasília). Este projeto integra um conjunto de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), estrutura essencial para a organização do cuidado em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).

A RAPS, instituída pela Portaria nº 3.088/2011, tem como missão articular pontos de atenção que garantam atendimento integral, contínuo e humanizado a pessoas em sofrimento ou com transtornos mentais, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Dentro dessa lógica, o “Nós na Rede” surge para suprir uma lacuna histórica: a formação permanente e qualificada dos profissionais que compõem a rede, alinhando suas práticas às diretrizes de cuidado em liberdade, respeito aos direitos humanos e promoção da autonomia dos usuários.

O evento contou com a presença de gestores, trabalhadores da saúde, representantes de instituições parceiras e profissionais que atuam diretamente nos serviços da RAPS. Durante as apresentações, destacou-se que o projeto vai além de uma ação de capacitação — trata-se de um movimento estruturante, que pretende criar uma cultura de aprendizagem contínua e fomentar práticas que reflitam os princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade.

 

 

 

O curso oferecido pelo projeto tem carga horária de 120 horas, adotando um modelo híbrido que combina atividades presenciais e virtuais, visando conciliar a participação dos profissionais com a rotina intensa de trabalho nos serviços. O conteúdo foi cuidadosamente elaborado para atender demandas prioritárias da rede, estruturando-se em dois eixos formativos centrais:

1. Acolhimento e cuidado a pessoas com sofrimento psíquico e em conflito com a lei – explorando intervenções intersetoriais, estratégias de mediação de conflitos, acompanhamento psicossocial e alternativas ao encarceramento;

2. Atenção às pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas – abordando prevenção, tratamento, redução de danos, reinserção social e construção de projetos terapêuticos singulares.

 

Ao adotar essa abordagem, o “Nós na Rede” busca transformar a prática profissional na ponta, oferecendo ferramentas teóricas e metodológicas que favoreçam um cuidado mais qualificado, ético e humanizado. A iniciativa também promove a troca de experiências entre trabalhadores de diferentes territórios, criando uma rede de apoio mútuo e disseminação de boas práticas.

O impacto esperado é amplo: ampliar a resolutividade dos serviços de saúde mental, reduzir barreiras de acesso ao cuidado, prevenir a violação de direitos e contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva. O projeto reconhece que o fortalecimento da RAPS não depende apenas de recursos físicos e estruturais, mas sobretudo de pessoas capacitadas, comprometidas e sensíveis às complexidades do sofrimento humano.

Assim, o encontro realizado na OTICS-Rio Sepetiba não foi apenas uma abertura oficial no território, mas o marco inicial de um processo transformador, que reafirma a importância da saúde mental como parte indissociável da saúde pública e da dignidade humana.

 

Para mais informações clique aqui : https://brasilia.fiocruz.br/nosnarede/sobre-o-projeto/

Instagram: OTICS-Rio Sepetiba

Instagram: CAP 5.3

 

 

Otics Rio Sepetiba

Planejamento Familiar CFWB Fevereiro 2026

Neste dia 5 de Fevereiro de 2026, no Auditório da Otics Rio Sepetiba foi realizado pela CF Waldemar Berardinelli sob a direção da enfermeira Sabrina Saiolo, o grupo de planejamento familiar que tem como objetivo viabilizar o planejamento reprodutivo de mulheres e homens e potencializar seus conhecimentos, permitir seu acesso aos recursos técnicos e científicos da saúde e respeitar suas escolhas reprodutivas.

A garantia de acesso ao planejamento familiar voluntário tem o potencial de ampliar a autonomia das mulheres e, ainda, reduzir em um terço as mortes maternas e em até 20% as mortes infantis.

Os Métodos

  • O preservativo masculino é o único método não definitivo que pode ser utilizado pelo homem. Esse método oferece uma proteção muito consistente contra as doenças sexualmente transmissíveis, é de fácil acesso, barato e fácil de ser usado.
  • O preservativo feminino oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis maior que o preservativo masculino, porque além de recobrir as paredes da vagina, ele recobre também parte da vulva. Seu uso não é tão difundido, possivelmente por ser mais caro e por questões culturais, mas é um bom método e pode ser associado a outros métodos contraceptivos, para proteção contra DST.

Quanto aos métodos de longa duração reversíveis, os chamados LARC, há o implante subdérmico de progestogênio, o DIU de progestogênio e o DIU de cobre. O DIU não é abortivo, não causa infecção e pode ser usado em nulíparas e adolescentes com bastante segurança.

Outros métodos contraceptivos combinados de estrogênio e progestogênio são a pílula, o anticoncepcional injetável mensal, o adesivo transdérmico e o anel vaginal. Esses métodos tem uma eficácia bastante alta mas são os métodos com maior número de contraindicações. Entre as contraindicações podemos citar tromboembolismo, portadoras de enxaqueca com aura, de câncer de mama, de hipertensão descompensada e de fumantes com mais de 35 anos.

Com relação aos métodos definitivos ou não reversíveis, há a laqueadura tubária e vasectomia, que estão regulamentadas por lei. É importante observar os 60 dias de manifesta vontade antes da realização do procedimento, período no qual deve ser ofertado ao usuário métodos não definitivos e atendimento multiprofissional, a fim de assegurar uma escolha amadurecida do método. É importante deixar claro para o usuário que é um método irreversível, muito eficaz, mas como qualquer método, existe uma pequena chance de falha, pode ocorrer recanalização espontânea, com restabelecimento da fertilidade. A laqueadura tubária deve ser realizada em centro cirúrgico, sob anestesia. Pode ser feita por três vias: via vaginal, via laparoscópica ou por via abdominal (por mini laparotomia). Já a vasectomia, é considerada um procedimento mais simples, menos invasivo e por isso pode ser realizado a nível ambulatorial, sob anestesia local.

A grande maioria das gravidezes na adolescência são indesejadas, com todas as consequências de uma gravidez precoce. O recomendado é oferecer um método reversível de longa duração juntamente com preservativo masculino ou feminino. Devemos ter especial cuidado em motivar estes adolescentes para o uso do preservativo junto com outro método que vai melhorar a proteção contraceptiva.

 

Busque aqui a unidade mais próxima: prefeitura.rio/ondeseratendido

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Planejar é criar a ponte das escolhas do presente para se contruir a melhor estrutura no futuro!!

Ricardo Fernandes

Otics Rio Sepetiba